
Em pleno dia das mentiras, e por entre umas quantas brincadeiras, a Wizards of the Coast revelou mais um pedaço de informação relativamente à Quarta Edição de D&D. A entrada do Design & Development desta semana aborda o redesenho das regras por trás do funcionamento do Dispel Magic.
Servindo com outro exemplo claro da simplificação que pretendem reforçar nesta nova Edição, a habilidade de dispel magic vê-se reduzida a uma definição muito mais simples e concisa. A diferenças são bastante claras:
Genericamente, em Terceira Edição, o dispel magic serve para terminar efeitos mágicos em criaturas ou objectos, temporariamente suprimir as habilidades mágicas de objectos mágicos, terminar os efeitos de um feitiço numa área e servir de acção de contra-ataque para eliminar a tentativa de recitar (ou lançar, dependendo da conotação em Português que acharem mais correcta) um feitiço por parte de um adversário. Em Quarta Edição muitas destas capacidades são eliminadas, ficando o dispel magic capaz apenas de terminar os efeitos de um feitiço numa área (as áreas passíveis de ser afectadas são denominadas de zones) como, por exemplo, uma Blade Barrier, e eliminar entidades físicas criadas por um feitiço (denominadas de conjurations) como, por exemplo, armas mágicas animadas. É também um feitiço que pode ser recitado apenas uma vez por dia.
Outra diferença determinante é o facto de que o dispel magic, em Quarta Edição, deixa de ser um feitiço que engloba uma área. Enquanto que em Terceira Edição o dispel magic podia afectar todos os feitiços sobre uma criatura ou área, agora passará a ter como alvo um único feitiço (ou, mais correctamente, a manifestação física que é o resultado de um feitiço).
No global, o poder do feitiço foi claramente reduzido: Funciona em menos casos, menos alvos, e menos vezes ao dia.
Destas mudanças, a única que me faz sentido é a de tornar o feitiço um raio (ao invés de ser de área). Parece-me redundante ter um feitiço de área para eliminar efeitos de área, por exemplo. É claro que haverão sempre casos onde daria jeito, mas esses – acredito – são a excepção. Pelo que, à luz das outras alterações, é algo expectável.
Em relação às outras alterações, e a todas no seu conjunto, encontro-me dividido. É difícil de analisar o real impacto destas mudanças quando são apresentadas assim, de uma forma descontextualizada. Perdem-se possibilidades com o dispel magic, em Quarta Edição, mas pouco se sabe do que se ganha noutras vertentes. Em particular, é referido no texto, a propósito de o dispel magic já não remover efeitos com alguma duração que afectam criaturas genericamente (como um Bull’s Strength, por exemplo), que no jogo existem outras formas de lhes fazer frente. Mas que outras formas? Nada (ou pouco) se sabe, ainda.
Paralelamente, referências a counterspelling encontram-se visivelmente omissas neste artigo o que, já de si, auspicia, que para esta nova Edição foi definido uma nova mecânica para essa acção (o que, daquilo que foi visto até agora em casos semelhantes, não é de estranhar).
No global, mais um exemplo onde se deixa permear mais um pouco da direcção apontada pela Wizards of the Coast para a nova Edição, mas que não é suficiente para traçar grandes conclusões.
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